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Desenvolvimento emocional e seus problemas

 Texto informativo que fornece instrumentos para uma avaliação inicial de saúde mental que pode ser feita pela própria família.

Desenvolvimento emocional e seus problemas
O aparecimento de problemas emocionais em crianças e adolescentes não é raro, ao contrário do que se pensa. Mas como durante o crescimento a criança passa por muitas mudanças de comportamento, às vezes é difícil distinguir os problemas normais do desenvolvimento de problemas que merecem ajuda. Geralmente os problemas que merecem ajuda são os que “não passam” ou que trazem muito sofrimento psicológico. As crianças que vivem em alguma situação difícil como as que têm uma doença grave ou perderam o pai ou a mãe devem ser observadas com atenção especial.


Bebês: Embora às vezes não seja fácil perceber, os bebês estão prestando muita atenção aos sentimentos à sua volta, principalmente aos sentimentos daqueles que cuidam deles e mais que tudo aos sentimentos de sua mãe. Os bebês captam e entendem do seu jeito tudo o que se passa em volta deles. Se o ambiente está tenso ou triste, se a mãe está preocupada, desanimada ou aflita, o bebê sentirá e participará disto como os outros membros da família. Por outro lado, os bebês também têm uma “personalidade própria” e alguns podem ser podem ser mais exigentes e ranzinzas que outros. Quando os bebês não olham e sorriem no tempo certo, choram demais, não pegam ou nunca largam do peito da mãe, têm muitas “cólicas”, não dormem ou perdem peso sem explicação, eles podem estar atrapalhados com seus sentimentos.


Crianças pequenas: As crianças pequenas geralmente demonstram que estão com dificuldades por meio de agitação, agressividade ou retraimento. Mas não se pode esquecer que as raivas e birras comuns são comuns nesta idade. A criança que vai bem desenvolve bem a linguagem e o entendimento e consegue tirar as fraldas até os quatro anos de idade. Provavelmente será curiosa e fabricará muitas coisas de acordo com a sua própria imaginação. Vai se interessar por quase tudo, perguntar muitas coisas aos adultos e guardar as respostas. A criança que brinca bastante, com prazer, bem envolvida com seu mundo imaginário, provavelmente vai bem.


Crianças grandes: As crianças maiores quando estão com dificuldades podem ser agitadas demais ou quietas demais. Podem ter medo exagerado de coisas comuns ou serem muito tímidas e inseguras. Ou serem brabas e mandonas demais. Podem ter problemas de concentração e aprendizagem apesar de ter inteligência normal ou problemas graves de comportamento em sala de aula. Se a criança grande está mudando e se tornando pouco a pouco mais independente e se alegra com isto provavelmente vai bem.


Adolescentes: Na adolescência acontece uma enorme mudança física e emocional. Tantas novidades em pouco tempo certamente trarão surpresa e confusão. É normal que o adolescente se sinta meio desnorteado com sua força física de quase-adulto, com sua próxima independência e com suas responsabilidades crescentes. Além disto, surgem com toda a força os impulsos sexuais que para ele ainda são bem misteriosos. Para suportar tantas mudanças, o jovem se apóia em modismos e idéias mais rígidas e críticas. Não aceita muito conselhos, parece que não ouve os adultos e quer decidir tudo sozinho. É bem comum que o adolescente queira se comportar como se já fosse adulto como os pais, mas que às vezes também fique meio “crianção”... Esta é uma fase na qual é bastante difícil para os pais reconhecerem os limites razoáveis. Mas cabe a eles, sem criar conflitos demais, cuidarem para que as coisas não corram soltas e o adolescente não se afaste da família.